A aprovação de Duda Odara Silva de Souza em Medicina na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) provocou debate nas redes sociais em janeiro de 2026. A estudante, que se identifica como negra, trans e não binária, recebeu manifestações de apoio e críticas aos critérios de seleção.
Segundo a lista do vestibular, Duda ficou em 1.243º lugar na classificação geral e em 19º entre os candidatos às vagas reservadas para negros ou indígenas. A posição de 12.413º, mencionada em publicações, não corresponde ao documento.
Das 104 vagas disponíveis, 57 eram de ampla concorrência, 21 para negros ou indígenas, 21 para estudantes da rede pública e cinco para pessoas com deficiência e filhos de agentes de segurança nas condições previstas.
A aprovação ocorreu pela cota racial. A identidade de gênero não foi o critério da vaga ocupada. Para concorrer às cotas, a Uerj também exige comprovação de carência socioeconômica.
A comparação entre a classificação geral e o total de vagas alimentou os questionamentos. Entretanto, o preenchimento considera também a posição dos candidatos dentro de cada modalidade de concorrência.
Após a repercussão, a Faculdade de Ciências Médicas repudiou manifestações discriminatórias e defendeu a legitimidade do ingresso. O centro acadêmico afirmou que Duda foi aprovada nas etapas de análise social e racial exigidas pela universidade.
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